Educar é a solução

Muitas foram as vezes que parei pra refletir sobre os problemas que acometem a sociedade: prostituição, vadiagem, crimes e todas as espécies de “reveses” sociais. E também pensei em prováveis soluções. Afinal, refletir é uma forma de buscar respostas, e talvez encontrá-las. A resposta, eu a encontrei: educar é a solução. A seguir, conto a você como foi que cheguei a essa conclusão tão simples e tão máxima.

Educar escrito na lousa branca.

é a solução…

Começando pelo básico, pensei nos criminosos. Mas há tantos tipos de criminosos e seus respectivos crimes que levaria décadas, talvez séculos, pra pensar sobre cada caso. Então, precisei transcender o tipo e me concentrar na causa. Porém, tal como os tipos de crimes, as causas são igualmente numerosas. Novamente fui forçado a simplificar a reflexão e me deparei com os casos, os exemplos básicos, que não podem faltar numa boa discussão de problemas sociais. Parti, então, para o dia-a-dia: os pivetes. Tão logo cheguei nesse fio de pensamento e precipitei em peguntas ao meu íntimo:

Porque essas crianças estão na rua, em estado de total desamparo?

E não tardei em me responder: Porque não estão na escola. Simples.

Uma resposta óbvia, claro. Mas prossegui.

Essas crianças, teriam elas nascido nas ruas, filhas de indigentes? Teriam sido abandonadas pelos pais? Ou, no pior dos casos, estariam elas sendo exploradas por adultos?

A primeira pergunta me gerou uma segunda e depois uma terceira pergunta: Se a criança é filha de indigente, ela nunca teve amparo. Talvez ela nem exista legalmente. Logo, não teve sequer uma única oportunidade de escolher seu caminho. Nesse caso, o Estado então é o grande responsável por essa situação, por ignorar esse problema social? E a resposta foi: Sim! O Estado é responsável por ignorar essa população indigente. A solução, obviamente, é amparar a criança e educá-la, apresentar-lhe uma nova proposta de vida e colocá-la a par de novas possibilidades. Mas não é exatamente isso que as casas para reclusão de menores fazem? Não, não com foco na educação

Caso tenham sido abandonadas pelos pais, a solução haveria de ser a anterior. Amparar a criança em uma escola, cercada de profissionais capazes de orientá-las, com humanidade, de forma não traumática e com acompanhamento de psicólogos e ainda num ambiente próprio para crianças, com muitas brincadeiras e atividades lúdicas. E não encaro a verba para um empreendimento desse tipo como sendo gasto, mas sim um investimento. Pois o fruto dessa obra social é um cidadão consciente e saudável, que não irá onerar o estado com os gastos em segurança pública, que são vultosos, diga-se de passagem.

Caso essas crianças sejam exploradas por adultos. Então entra em ação a polícia, com uma investigação para apurar o caso e desencadear toda uma sequência de providências.

Contudo, é preciso considerar um nível mais fundo nesse exemplo. Os pais dessas crianças, suas familias.

Os pais dessas crianças eram igualmente indigentes quando crianças? Se sim, então isso poderia ter sido evitado e a criança hoje indigente poderia não ser. Fruto da educação anterior dos pais.

Caso contrário: O que levou esses adultos, ora pais de indigentes, a se tornarem indigentes? Sou de opinião que o Estado devesse monitorar isso.

Para os “pais” que abandonam seus filhos, só há uma providência imediata: prisão! A uma criança, jamais deverá ser negada o amparo da família, ainda que em condições miseráveis. Os adultos devem lutar pelas crianças. Mas talvez esse adulto não tenha sido educado de forma adequada e por isso apresente um padrão de comportamento acentuadamente fora do padrão. Novamente a educação entra em pauta, como a indicar um caminho para  solucionar problemas em sua raiz.

E o que dizer dos adultos que exploram as crianças? Pais ou não, são pessoas com valores sociais muito desviados. E qual será a causa? Aposto que é a falta de uma educação adequada. Pois educar é transmitir valores morais e sociais, valores de ética e de bons costumes.

Daí parti para as causas da prostituição. Não teriam as meretrizes sido mulheres trabalhadoras e de princípios retos caso tivessem educação? Reais oportunidades de trabalho digno que lhes garantisse o sustento próprio e de seus filhos?

O que dizer também do jovem sem perspectiva que ingressa como soldado no tráfico. O que dizer dos bandidos crueis? Todos, com desvios de conduta, fruto de uma educação parca, se é que um dia foram educados.

Você também é responsável por essas crianças. Cobre políticas de governo para ampará-las.

Faz-se mister, portanto, uma educação pautada em princípios contundentes de humanidade e ética, uma educação irrestrita, garantida a todos, indigentes ou não, pobres ou ricos! É muito mais oportuno educar o jovem hoje, que corrigir o adulto de amanhã, já diz o sábio ditado popular. A educação é o farol que ilumina o caminho do homem, é o elo que une a família, é o pilar que sustenta a sociedade e a grande força que mantém coesa uma nação. Sim, educar é a solução!

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